Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas usam DNA para recriar rostos de homens de povo ‘perdido’; veja imagem

Cientistas usam DNA para recriar rostos de homens de povo 'perdido'; veja imagem

Um cemitério antigo conhecido como Kondagai foi localizado próximo de um sítio arqueológico no sul da Índia. Nele, pesquisadores acreditam que estão enterrados membros de uma antiga civilização misteriosa que data de cerca de 580 a.C.

Para tentar decifrar alguns mistérios sobre este povo, cientistas extraíram o DNA de crânios e outros restos mortais localizados ali. Dessa forma, foi possível recriar digitalmente o rosto de dois homens daquela época.

Os dois crânios foram localizados em 2021 dentro de urnas funerárias que foram depositadas no antigo cemitério. Segundo os pesquisadores, o povo antigo enterrava os mortos ao lado de bens funerários, incluindo joias, cerâmica e oferendas de comida. Uma análise anatômica sugeriu que os homens tinham entre 50 e 60 anos. As causas da morte deles, no entanto, ainda são desconhecidas.

Para recriar a aparência dos indivíduos, a equipe realizou tomografias computadorizadas dos crânios e criou modelos 3D virtuais deles. Os resultados foram enviados para o Face Lab, no Reino Unido, uma unidade de pesquisa especializada na reconstrução de rostos.

Bancos de dados de populações modernas do sul da Ásia foram usadas como referência para recriar os rostos digitalmente. Elas preencheram, por exemplo, algumas informações como a cor dos olhos, pele e cabelo, dos quais não há vestígios. Os próprios pesquisadores afirmam que os estudos continuam e que as imagens podem ser atualizadas em caso de novas descobertas.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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