Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Como marmotas encerraram um debate científico de 154 anos

Como marmotas encerraram um debate científico de 154 anos

A ideia de que ter um ou mais amigos próximos pode influenciar seu bem-estar é bem plausível e aceita por cientistas. Porém, existe uma discussão de que se é possível que o ambiente social em que você está inserido possa também afetar seu “estado de espírito” e suas habilidades pessoais.

Um exemplo é a cultura do seu local de trabalho ou estudo, que pode influenciar na sua produtividade. Muitos pesquisadores defendem que isso é, de certa forma, óbvio. Porém, esse tema gera muitos debates na área das ciências biológicas.

A ideia central desse debate é a seleção multinível, um braço da teoria da seleção natural. A hipótese mais aceita sobre como a evolução funciona. Basicamente, os organismos com mais características que se adaptem ao ambiente tem mais chances de sobreviver e se reproduzir e, por consequência, gerar mais descendentes.

Segundo os pesquisadores Conner Philson e Daniel T. Blumstein, da Universidade da Califórnia, “a seleção natural age sobre as características de um organismo individual. Por exemplo, mamíferos com mais amigos geralmente vivem mais e têm mais descendentes. A característica sob seleção, nesse caso, é o número de conexões sociais”.

O que isso quer dizer é que: ao mesmo tempo que essa teoria se aplica a indivíduos, ela também pode ser identificada em grupos. Ou seja, a seleção também acontece em traços de comportamento e relacionamento intra-específico.

De acordo com o artigo do The Conversation, um exemplo disso é que “viver em um grupo mais social e interconectado pode ser benéfico para os membros desse grupo, o que significa que as características do grupo estão sob seleção. Na natureza, isso implica que indivíduos em grupos bem conectados podem viver mais tempo”.

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