Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Animais extintos estão retornando? Descubra a verdade por trás da desextinção

Animais extintos estão retornando? Descubra a verdade por trás da desextinção

Desextinção – ou “ressurreição” de espécies extintas – não é uma ideia nova. Nos últimos anos, no entanto, esse conceito ganhou um fôlego com o avanço da biotecnologia e da engenharia genética. 

Empresas como a Colossal Biosciences, com sede no Texas, EUA, têm se destacado nesse campo. Seus projetos focam em usar tecnologias como a edição de genes para tentar trazer de volta animais como o mamute lanoso, o lobo terrível e o tilacino (tigre da Tasmânia), além de outras espécies.

Essas tentativas recentes ganharam grande visibilidade – e não é difícil entender por quê. O público imediatamente associa a ideia de “desextinção” a imagens de criaturas como o mamute ou até mesmo ao famoso filme Jurassic Park, com seus dinossauros ressuscitados por engenharia genética. No entanto, a realidade científica é um pouco mais complexa do que simplesmente trazer de volta animais que já não existem mais.

Para “ressuscitar” o mamute lanoso, os cientistas da Colossal estão utilizando o genoma de elefantes asiáticos como base, com o objetivo de criar um animal que compartilhe algumas das características dos mamutes, como pelagem espessa, resistência ao frio e adaptação ao ambiente da tundra. 

O projeto não se baseia em um processo de clonagem do mamute em si, mas na edição genética do genoma de elefantes modernos para incorporar os genes específicos que conferem as características da espécie pré-histórica.

Conforme destaca Timothy Hearn, professor sênior de Bioinformática na Universidade de Anglia Ruskin, Reino Unido, em um artigo publicado no site The Conversation, a dificuldade em ressuscitar espécies extintas vai além do simples fato de obter amostras de DNA antigo. 

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