
As múmias não foram uma exclusividade dos egípcios. O uso desta técnica para preservar os restos mortais de falecidos também foi uma marca de povos que habitaram as regiões onde hoje fica o Chile e o Peru, por exemplo.
Mas a mumificação também foi importante para um grupo de indígenas americanos que apresenta laços genéticos estreitos com um misterioso povo.
Há mais de 10 mil anos, eles realizaram um enterro em uma caverna de Nevada, atual território dos Estados Unidos, que ajudou a reescrever a história da região.
As análises confirmaram uma ligação entre a múmia e os nativos americanos atuais. Os resultados sugerem uma linhagem genética ininterrupta, além de revelar que o indivíduo antigo estava intimamente ligado aos primeiros humanos a pisar nas Américas.
As descobertas provaram que os Fallon Paiute-Shoshone e outras tribos são descendentes diretas do homem mumificado. Uma afirmação que corrobora com uma decisão judicial de 2018 que considerou os nativos americanos vitoriosos.
Os cientistas descobriram que um grupo ancestral chamado cultura Lovelock sobreviveu a uma grande seca na época, migrando temporariamente para altitudes mais altas. Diferentemente do que se pensava, este povo não desapareceu por volta de 1.250 d.C., mas sim fundiu-se com outras tribos, que resultaram na formação dos nativos americanos que existem até hoje.
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