
Pela primeira vez na história, arqueólogos encontraram provas físicas de um gladiador que lutou contra um leão. A descoberta ocorreu em York, no Reino Unido, e oferece uma confirmação concreta de uma das cenas mais icônicas da cultura do Império Romano: o confronto direto entre homem e animal.
Até hoje, o que se sabia sobre essas lutas vinha de textos antigos, esculturas e mosaicos. Filmes e séries ajudaram a popularizar essas histórias, mas nenhuma evidência física havia sido localizada – nenhum osso humano com marcas típicas de ataque por animais selvagens.
Isso mudou com a análise de um esqueleto batizado de 6DT19, encontrado em York há cerca de 20 anos. A ossada foi descoberta durante escavações no quintal de uma casa, quando os proprietários planejavam uma reforma e se depararam com indícios de um cemitério.
Arqueólogos descobriram mais de 80 esqueletos no local, a maioria de homens jovens. Muitos apresentavam lesões compatíveis com combates violentos. Os ferimentos e o padrão de sepultamento sugeriam que aquelas pessoas poderiam ter sido gladiadores.
O esqueleto 6DT19 despertou atenção por uma razão específica: havia marcas estranhas no osso do quadril. Eram pequenos sulcos que não combinavam com cortes de espada ou impactos comuns em batalhas humanas.
Outros especialistas já haviam cogitado que as marcas fossem mordidas de um animal de grande porte, como um leão. Mas, ninguém havia conseguido provar isso até o estudo liderado pelo antropólogo Tim Thompson, da Universidade Maynooth, na Irlanda, que foi publicado na quarta-feira (23) na revista PLOS One.
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