
Pela primeira vez, análises científicas comprovaram a presença de navios negreiros dinamarqueses do século XVIII naufragados na Costa Rica. A pesquisa foi feita com base em achados de uma escavação subaquática realizada em 2023.
A missão foi liderada por arqueólogos marinhos do Museu Nacional da Dinamarca e do Museu do Navio Viking, que coletaram amostras de madeira de um dos naufrágios e dos tijolos que faziam parte da carga há mais de 300 anos, além de cachimbos de barro.
“Os tijolos são dinamarqueses, assim como as madeiras, que também estão carbonizadas e fuliginosas devido ao incêndio. Isso se encaixa perfeitamente com os relatos históricos que afirmam que um dos navios queimou”, explica David Gregory, arqueólogo marinho que liderou as escavações ao lado do especialista Andreas Kallmeyer Bloch.
Os pesquisadores acreditam que a árvore foi cortada em algum momento entre os anos de 1690 e 1695. Além disso, a madeira está carbonizada e cheia de fuligem, o que confirma o que fontes históricas dizem sobre um dos navios ter sido visto em chamas.
Já os tijolos apresentam características dos chamados tijolos de Flensburg, usados na Dinamarca e nas colônias dinamarquesas. A argila encontrada nas peças teria saído de Iller Strand ou Egernsund, um polo de produção de tijolos no século XVIII.
A análise dos cachimbos de barro apontou que se trata de cachimbos comuns produzidos na Holanda, que também eram usados a bordo de navios dinamarqueses.
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