
Quando olhamos para o céu noturno durante a Lua Cheia, vemos uma esfera branca e brilhante, com algumas imperfeições em sua superfície. Mas saiba que, se você estivesse aqui há cerca de 4,5 bilhões de anos, o cenário seria bem diferente.
Um estudo publicado na revista Nature no fim do ano passado comparou a nossa Lua com Io, a superlua vulcânica de Júpiter. Esta semana, Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, deu mais detalhes sobre a descoberta em entrevista ao Space.com.
Nosso planeta e a Lua se formaram juntos. A colisão da Terra em formação com outro objeto do tamanho de Marte resultou na criação dos corpos celestes que conhecemos hoje.
Por um período, tanto a Terra quanto a Lua se liquefizeram. Antes que o material derretido se cristalizasse por completo e a gravidade do Sol puxasse a Lua para sua posição atual, o astro era um deserto infernal com rios de lava.
Naquele período, a órbita da Lua também variava bastante, o que resultou em muita agitação em seu interior, movimentando o magma da superfície. A pesquisa sugere que essa agitação cobriu todas as crateras da Lua com magma há 4,35 bilhões de anos, redefinindo a superfície lunar e indicando que todas as crateras que vemos hoje surgiram depois disso.
Isso significa que quase todo o material que coletamos na superfície lunar é muito mais recente do que a formação do astro em si. Mas, então, como podemos descobrir a idade da Lua? A resposta pode estar nos zircões.
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