Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

A ilha na Nova Zelândia que ‘transformou’ aves nativas

A ilha na Nova Zelândia que 'transformou' aves nativas

Pesquisadores da Universidade de Otago descreveram em um artigo uma nova espécie (já extinta) de pato-ferrugem, habitantes das Ilhas Rēkohu Chatham, um arquipélago a 785 quilômetros a leste da Nova Zelândia.

Trata-se de uma linhagem de aves que chegou à região há 390.000 anos — sim, pode parecer um curto período de tempo, mas foi o suficiente para as qualidades físicas do animal passarem por significativas transformações influenciadas pelo ambiente. 

“Naquela época, o pato-ferrugem de Rēkohu desenvolveu asas mais curtas e robustas e ossos das pernas mais longos, indicando que estava trilhando o caminho para a incapacidade de voar”, explica Nic Rawlence, coautor principal do artigo.

Abundância de alimentos, falta de predadores terrestres e condições de vento foram os principais fatores para as mudanças que tornaram dispensável o voo dos pássaros. Foi um caso típico de “use ou perca as asas”.

“Voar é energeticamente caro, então se você não precisa voar, por que se preocupar?”, questiona a coautora principal, Dra. Pascale Lubbe. “Os ossos das pernas mais longos são mais robustos para suportar mais músculos e criar maior força para a decolagem – necessário quando você tem asas menores.”

Com base em análises de DNA antigo e do formato dos ossos, os pesquisadores observaram que o pato-real de Rēkohu é o mais próximo do pato-real do paraíso de Pūtangitangi, que vive no continente.

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