Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Descoberta na Escócia pode mudar o que se sabe sobre a origem da vida na Terra

Descoberta na Escócia pode mudar o que se sabe sobre a origem da vida na Terra

Um artigo publicado na revista Geology revela que um conhecido impacto de meteorito ocorrido no noroeste da Escócia aconteceu cerca de 200 milhões de anos depois do que se imaginava. Antes, acreditava-se que a colisão tinha sido há 1,2 bilhão de anos, mas novos dados indicam que o evento se deu há 990 milhões de anos.

Essa descoberta muda não apenas a cronologia da geologia escocesa, como também o entendimento sobre o ambiente da Terra naquela época.

De acordo com um comunicado, o impacto formou uma camada de rochas chamada Stac Fada Member, que guarda sinais importantes do passado do planeta. Essas rochas preservam evidências de como colisões com meteoritos podem ter influenciado o clima, o solo e a vida da Terra. Elas ajudam a entender o que existia antes e o que mudou depois do evento.

Os cientistas analisaram cristais microscópicos de zircão presentes nessas rochas. Esses cristais funcionam como cápsulas do tempo naturais, que guardam informações geológicas com precisão, permitindo descobrir datas com milhões de anos de diferença. 

Alguns desses cristais chegaram a se transformar em um mineral raríssimo, chamado reidite, que só se forma em pressões extremamente altas, como as geradas por impactos de meteoritos.

O estudo revelou que o impacto aconteceu na mesma época em que começaram a surgir os primeiros eucariontes de água doce – organismos complexos que deram origem às plantas, fungos e animais. Isso levanta a possibilidade de que a colisão possa ter influenciado os ecossistemas primitivos, ajudando ou atrapalhando o desenvolvimento da vida fora dos oceanos.

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