
Os oceanos abrigam milhões de espécies que vão desde os minúsculos plânctons até à baleia azul, o maior animal do planeta. Além disso, são fundamentais para o equilíbrio natural, bem como para o clima do nosso planeta.
Parece óbvio que estes locais precisam ser protegidos. No entanto, essa não é a realidade. As mudanças climáticas, a poluição causada pelos plásticos e a pesca predatória são apenas algumas ameaças a estes ecossistemas.
O aquecimento dos oceanos também causa efeitos sobre o clima e as temperaturas do ar. As estações chuvosas, por exemplo, são influenciadas pelas correntes marítimas globais e o calor pode mudar a lógica como elas funcionam. Em outras palavras, o clima de todo o planeta seria afetado. Outro efeito do aumento das temperaturas seria uma menor absorção de dióxido de carbono (CO₂) pelos mares, amplificando as mudanças climáticas. Além disso, um mar com mais carbono ficaria mais ácido, levando à morte de muitos outros animais.
Estes fatores impactariam diretamente todas as comunidades humanas (cerca de 600 milhões de pessoas) que dependem da pesca para sobreviver. Mas é justamente a pesca excessiva uma outra ameaça para os oceanos. A ONG ambientalista WWF estima que o número de espécies vítimas dessa prática triplicou nos últimos 50 anos. Um cenário que dificulta que a vida marinha se recupere como deveria.
Outro problema diz respeito aos plásticos. A cada ano, o lixo gerado por estes materiais cresce entre 8 e 10 milhões de toneladas, segundo estimativa do World Resources Institute. Até 2050, projeções indicam que a quantidade de plástico no mar irá ultrapassar o peso de todos os peixes somados. Lembrando que a decomposição dos produtos pode levar até centenas de anos.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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