
Um satélite revolucionário está prestes a ser lançado para monitorar a superfície da Terra com uma precisão nunca antes alcançada. O equipamento é fruto de uma parceria entre as agências espaciais norte-americana (NASA) e indiana (ISRO) e deve decolar no próximo mês, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na Índia.
Chamado de NISAR (sigla para Radar de Abertura Sintética NASA-ISRO), o satélite de quase três toneladas e equipado com uma antena de radar de 12 metros, foi projetado para observar o solo, as florestas e a água da Terra em detalhes minuciosos. Com custo de US$1,5 bilhão (mais de R$8 bilhões, na cotação atual), ele promete fornecer dados úteis para agricultores, cientistas do clima e equipes de resposta a desastres naturais. O acesso a essas informações será gratuito e aberto ao público.
This Earth-observing mission is another step closer to launch! 🚀NISAR, a collaboration between @NASA and @isro, safely made its way to Satish Dhawan Space Centre in India, where it’s slated for liftoff in July. https://t.co/oGljgzezlm pic.twitter.com/JCytsWMhy1
Satélites de observação da Terra já são usados há décadas para prever o tempo, acompanhar desastres e estudar as mudanças climáticas. No entanto, a maioria deles só consegue capturar imagens durante o dia e em locais sem nuvens, pois dependem da luz solar refletida na superfície terrestre.
O NISAR vem para mudar isso. Ele usará uma tecnologia chamada radar de abertura sintética (SAR). Com ela, em vez de esperar a luz do Sol, o satélite envia seus próprios sinais de radar em direção à Terra e analisa o que volta refletido. Funciona como um flash de câmera que permite tirar fotos mesmo no escuro.
Isso significa que o NISAR poderá mapear o planeta dia e noite, faça chuva ou faça sol. Os sinais de radar atravessam nuvens, fumaça e até cinzas vulcânicas, o que é especialmente importante durante emergências como enchentes, incêndios ou erupções. O radar também penetra vegetações densas, identificando a presença de água mesmo sob a copa das árvores.
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