Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Primeiras pegadas da América são muito mais antigas do que pensávamos

Primeiras pegadas da América são muito mais antigas do que pensávamos

A chegada dos humanos ao continente americano é uma questão que intriga a comunidade científica há décadas, mas ainda não tem respostas. Alguns artefatos de 13 mil anos atrás e vestígios eram o que arqueólogos tinham para trabalhar. Porém, um conjunto de pegadas na América do Norte se revelou mais antigo do que pensávamos.

Uma nova pesquisa publicada na Science Advances demonstrou que algumas dessas pegadas, encontradas no Novo México, Estados Unidos, têm mais de 20 mil anos. Os rastros foram encontrados no Parque Nacional de  White Sands, uma antiga camada de sedimentos que um dia já foi um rio. Após as águas secaram, a erosão do vento acumulou gesso nas dunas que definem a área hoje em dia.

A busca pela idade desses vestígios começou em 2021, quando pesquisadores do Reino Unido dataram sementes e polens desse mesmo local e descobriram que elas tinham entre 23 e 21 mil anos.

Porém, outros cientistas contestaram a descoberta. A crítica dizia que esses restos de plantas estavam absorvendo água antiga, anterior à camada de sedimentos, e seriam mais recentes do que se pensava.

Em busca de uma nova datação, o professor Vance Holliday, autor principal da pesquisa, foi para White Sands com sua equipe em 2022. Ele teve uma surpresa ao descobrir que alguns dos leitos com pegadas humanas são sedimentos vermelhos, e era possível fazer os cálculos para estimar a idade desses rastros. 

Esse estrato avermelhado está preso entre as camadas branca, verde e preta, feitas de gesso, argilas e lama. Sua composição é de material trazido de montanhas próximas pelo vento.

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