
Mais de um terço dos grandes necrófagos — animais que se alimentam de carniça — está ameaçado ou em declínio, segundo um novo estudo da Universidade de Stanford.
A queda dessas espécies, como abutres, hienas e até alguns tubarões, pode trazer sérios riscos à saúde humana, ao favorecer a disseminação de doenças zoonóticas, como raiva, brucelose e antraz.
O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Casos reais já ilustram esse impacto: na Índia, o colapso das populações de abutres nos anos 1990 levou a um surto de cães selvagens e ao aumento de 48 mil mortes humanas por raiva em pouco mais de uma década.
Na Etiópia, hienas-malhadas evitam surtos em gado ao consumirem resíduos animais. E na Austrália, o declínio do diabo-da-tasmânia pode aumentar a circulação de doenças transmitidas por carniça.
Além das ameaças comuns à fauna — como perda de habitat, caça ilegal e urbanização — esses animais sofrem com o estigma social de serem “sujos” ou perigosos.
Entre para comentar.