
No início deste mês, contamos aqui sobre a segunda missão lunar fracassada da ispace. No dia 5 de junho, a empresa japonesa perdeu contato com a sonda Resilience durante uma tentativa de pouso na Lua. Na última quinta-feira (24), em um comunicado, o “culpado” por trás do problema foi finalmente revelado: uma ferramenta a laser.
Após análises, a ispace identificou uma anomalia no Laser Range Finder (LRF), ferramenta de navegação a laser da sonda. O defeito teria provocado um pouso forçado, causando a queda da Resilience em solo lunar. A missão mais recente tinha como destino o Mare Frigoris (Mar Frio), localizado ao extremo norte da Lua.
Segundo a empresa, a anomalia no hardware do LRF causou um atraso na medição da distância entre a Resilience e a superfície da Lua. Com isso, o módulo – que estava a uma velocidade de 42 metros/segundo – não conseguiu desacelerar até a velocidade necessária para o pouso. O contato com a sonda foi perdido, e a queda aconteceu cinco segundos depois.
A ispace apontou duas hipóteses por trás da falha do laser: um “possível erro na direção da instalação durante a montagem, fabricação e/ou teste, ou a atitude anormal do módulo de pouso durante a descida”; ou, então, a deterioração do desempenho ou uma performance abaixo do esperado do LRF durante o voo.
Vale lembrar que o primeiro fracasso da ispace, em 2023, aconteceu por conta de uma falha no software de pouso.
A empresa aproveitou o comunicado para reforçar que já tem não só uma, mas duas futuras tentativas planejadas. A próxima delas, prevista para 2027, vai contar com o apoio da NASA.
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