
Com a chegada do inverno, as geadas também são esperadas, principalmente na região Sul do Brasil que mais sofre com as baixas temperaturas. Mas agora os meteorologistas trazem alertas para um fenômeno diferente: a geada negra.
Geralmente, a geada convencional é uma situação meteorológica conhecida por formar uma fina camada de gelo em qualquer superfície exposta como as ruas, carros, plantas e árvores.
Durante a noite, a condensação do vapor da água da atmosfera costuma se depositar em gotículas durante as superfícies, fenômeno conhecido como orvalho. Durante as baixas temperaturas, o frio acaba por congelar esse orvalho, gerando a geada.
Ao contrário do que muitos pensam, a geada negra não se dá por uma questão de poluição atmosférica – o que poderia pigmentar os flocos de gelo, deixando-a mais escura. O fenômeno tem outro disparador: as temperaturas extremas.
Quando uma localidade registra temperatura igual ou abaixo de 0 ºC, e também tem ventania intensa, ocorre o congelamento da seiva das plantas – líquido que contém os principais nutrientes necessários para o crescimento das árvores e vegetação.
Esse congelamento da seiva, que deixa de circular pelo sistema vascular, se assemelha a uma espécie de necrose, ou queimadura, o que provoca o escurecimento das plantas.
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