Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Morte dupla de estrela é confirmada pela primeira vez

Morte dupla de estrela é confirmada pela primeira vez

Um mistério da astronomia pode ter terminado nesta quarta-feira (2). Astrônomos revelaram, pela primeira vez, a imagem de uma estrela que morreu duas vezes. A teoria de que um astro do tipo poderia explodir duas vezes existe há anos, mas nunca tinha sido comprovada.

O registro da chamada “detonação dupla” foi feito pelo Multi Unit Spectroscopic Explorer (MUSE) do Very Large Telescope (VLT) e pode indicar que algumas estrelas se tornam supernovas sem atingir o chamado limite de Chandrasekhar, a massa mínima necessária para que uma estrela exploda.

A equipe usou o telescópio para investigar os restos da supernova SNR 0509-67.5, localizada a 60.000 anos-luz de distância, na constelação de Dorado. O cadáver indica que a estrela, uma anã branca, explodiu duas vezes.

As anãs brancas, pequenos núcleos inativos que restam depois de estrelas como o nosso Sol queimarem o seu combustível nuclear, podem dar origem ao que os astrônomos chamam de supernova de Tipo Ia. Essas explosões são úteis também para medir distâncias espaciais, já que costumam ser constantes.

“As explosões de anãs brancas desempenham um papel crucial na astronomia”, diz Priyam Das, estudante de doutoramento na Universidade de New South Wales Canberra, Austrália, que liderou o estudo sobre a supernova na Nature Astronomy, em comunicado.

Boa parte do conhecimento que temos sobre o Universo vem de supernovas Tipo Ia. “No entanto, e apesar da sua importância, o mistério de longa data do mecanismo exato que desencadeia a sua explosão continua por resolver”, acrescenta Priyam Das.

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