
Hoje em dia, o lítio é parte fundamental da tecnologia moderna, sendo utilizado em baterias que alimentam tudo, de smartphones a veículos elétricos. No entanto, a origem desse metal é envolta em um grande mistério – que um artigo recém-publicado na revista Astronomy & Astrophysics pode ajudar a desvendar.
Logo após o Big Bang, o Universo tinha muito hidrogênio e hélio. O lítio também surgiu ali, mas em quantidade bem menor. Isso foi descoberto pela investigação de estrelas muito antigas, que possuem pouquíssimo lítio em sua composição.
Por outro lado, as estrelas mais jovens têm uma abundância bem maior desse metal. Mas, de onde vem todo esse lítio extra? A nova pesquisa aponta para um tipo específico de explosão estelar: as chamadas “novas”.
Diferentemente das supernovas, explosões poderosas que destroem totalmente uma estrela, as novas são menos intensas, permitindo que o objeto sobreviva ao evento e até repita o processo mais de uma vez. Elas ocorrem na superfície de uma anã branca – o núcleo de uma estrela como o Sol, que já chegou ao fim da sua vida útil.
Quando uma estrela semelhante ao Sol envelhece, ela se transforma em uma gigante vermelha e depois se desfaz, deixando para trás uma anã branca. Essa anã branca pode ter uma estrela companheira ao seu lado, formando um sistema binário. E é aí que começa o processo que leva à nova.
A anã branca, por ser mais densa, começa a sugar matéria da vizinha. Quando acumula material suficiente, a pressão e a temperatura em sua superfície aumentam muito, até provocar uma reação nuclear e explodir em uma nova.
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