Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Mistério milenar resolvido: companheira da Betelgeuse é encontrada

Mistério milenar resolvido: companheira da Betelgeuse é encontrada

A estrela Betelgeuse (que está na fase final de sua vida) é famosa por seu brilho de intensidade variável, passando por ciclos de luminosidade extrema e outros com quedas bastante incomuns em sua visibilidade. Agora, astrônomos descobriram o que causa essas variações: a estrela não está sozinha.

Conhecida por passar por ciclos de escurecimento e clareamento que se repetem a cada 400 dias, Betelgeuse apresentou uma anomalia em 2020, quando seu brilho diminuiu de forma atípica. Além desse ciclo mais curto, há também uma variação mais lenta, com intervalos de aproximadamente seis anos, chamada de longo período secundário (LSP).

As causas dos dois fenômenos são diferentes. Enquanto o escurecimento de 2020 foi provocado por uma gigantesca nuvem de poeira emitida por Betelgeuse, a variação padrão de brilho permaneceu um mistério… até agora.

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (21) na The Astrophysical Journal Letters, usou dados do telescópio Gemini North, no Havaí (EUA), para fazer novas observações de Betelgeuse e encontrar sua companheira.

Essa estrela orbita Betelgeuse em uma trajetória incrivelmente estreita, o que poderia explicar um dos mistérios de longa data da gigante vermelha.

“A capacidade do Gemini North de obter alta resolução angular e contrastes nítidos permitiu que a companheira de Betelgeuse fosse detectada diretamente”, disse Howell em um comunicado. “Os estudos que previram a existência dessa companheira acreditavam que ninguém jamais seria capaz de registrá-la em imagens.”

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