Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

A ciência pode explicar a intuição? Veja o que já sabemos

A ciência pode explicar a intuição? Veja o que já sabemos

Você está prestes a entrar numa rua por onde passa todos os dias, de súbito surge uma voz dentro da sua cabeça dizendo para mudar a rota. Mas logo o pensamento racional ignora essa voz e você segue pela rua, dentro de instantes você se depara com um assaltante. A intuição esse aviso que muitas vezes ignoramos.

Considerada como uma forma de processamento de informação subconsciente superveloz, a intuição cria previsões com base em experiências e conhecimentos vividos no passado. Esse processamento gera um dado que avisa o indivíduo, seja por meio de um insight, sensação ou sentimento repentino. 

É interessante observar que, como o pensamento racional é bastante valorizado na tomada de decisões, a intuição surge muitas vezes como uma ideia fora da curva, meio nonsense: por que não passar pela rua conhecida? Mas tão logo o pensamento preditivo se confirma, constatamos que existe um outro tipo de inteligência atuando em nosso cérebro. 

Muitas vezes, a intuição é vista como algo puramente místico e subjetivo. No entanto, vários estudos em psicologia e neurociência a veem como algo bem concreto, e apontam a intuição como um dos principais estilos de pensamento. 

O pensamento intuitivo é conceituado como automático, rápido e subconsciente, e segundo análises da neurociência, se concentra na área do córtex, camada externa e superficial do cérebro. Em contrapartida, o pensamento analítico é consciente, lógico e lento e germina no sistema límbico e no tronco encefálico. 

Estudo publicado no Journal of Behavioral Decision Making considera esses dois estilos de pensamento como opostos complementares, trabalhando em parceria para obter os melhores resultados nas tomadas de decisão do dia a dia, ou seja, podem acontecer ao mesmo tempo, funcionando como os dois lados de uma mesma moeda. 

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