
Tuvalu, um dos menores países do mundo, está no centro da crise climática global.
Localizada no Pacífico Sul, a nação é formada por nove ilhas e atóis que ficam, em média, apenas dois metros acima do nível do mar — o que as torna “extremamente vulneráveis à elevação do nível do mar, inundações e tempestades”, segundo a equipe de Mudança do Nível do Mar da NASA.
A situação já afeta a rotina dos cerca de 11 mil habitantes: a água salgada invade o solo durante marés altas, prejudicando plantações, enquanto a pesca e o abastecimento de alimentos se tornam cada vez mais incertos.
Jardins elevados e técnicas improvisadas são soluções temporárias. Mas, para muitos moradores, a saída definitiva será a migração.
Tuvalu não está sozinha. Maldivas, Índia e outras regiões costeiras enfrentam riscos semelhantes. Relatórios apontam que até 2050, partes de Tamil Nadu, no sul da Índia, podem ficar submersas. O Tribunal Internacional de Justiça já alertou que os países têm obrigação de cooperar para mitigar a crise, mas não possui poder para impor mudanças.
Enquanto isso, o aumento contínuo das emissões de carbono mantém a ameaça viva. Para cientistas e líderes ambientais, a solução depende de ação global e compromissos climáticos mais ambiciosos, especialmente das maiores economias.
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