Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Pesquisadores criam metal líquido que se regenera e pode ser totalmente reciclado

Pesquisadores criam metal líquido que se regenera e pode ser totalmente reciclado

Lidar com o lixo eletrônico é um dos maiores desafios ambientais do século XXI. Segundo estudo da Universidade de Washington (UW) (EUA), até 2030, o planeta poderá produzir 60 milhões de toneladas de resíduos tecnológicos por ano. Essa montanha de componentes, difíceis e caros de reciclar, ainda expõe trabalhadores e o meio ambiente a metais tóxicos, como chumbo e mercúrio.

Diante desse cenário, um grupo de pesquisadores desenvolveu um novo material capaz de tornar eletrônicos recicláveis, flexíveis e reconfiguráveis, apontando uma solução promissora para reduzir o impacto ambiental do setor.

O material desenvolvido combina um polímero reciclável com gotículas microscópicas de uma liga metálica líquida à base de gálio. Diferente das placas de circuito tradicionais, rígidas e feitas de fibra de vidro e resina, o novo compósito é macio, elástico e condutor de eletricidade.

Criamos muitas funcionalidades em um único material. Nosso objetivo é construir uma plataforma amplamente útil para dispositivos flexíveis e reutilizáveis.

Um dos diferenciais está na simplicidade de fabricação: basta marcar levemente a superfície do material para criar um circuito, conectando as gotículas e permitindo o fluxo elétrico. O restante permanece isolante, evitando curtos e reduzindo desperdícios.

Além da flexibilidade, o material tem um grande trunfo: ele pode ser reciclado quase integralmente. Em testes, os pesquisadores conseguiram recuperar 94% do metal líquido presente nas amostras, usando um processo químico simples.

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