
Mesmo com a amnésia infantil, os bebês são capazes de guardar informações por curto período, mas memórias pessoais são esquecidas
Durante a primeira infância, começamos a ter os primeiros aprendizados, como reconhecer rostos, cores e objetos, andar, falar e a criar vínculos emocionais. Essa fase é uma época de ensinamentos básicos que levaremos para toda vida, mas curiosamente não nos lembramos deste período e a resposta está na amnésia infantil.
A amnésia infantil é um fenômeno estudado há muitos anos pelos pesquisadores e se caracteriza pela ausência de memória sobre os primeiros acontecimentos da vida de uma pessoa até 2 ou 3 anos de idade.
Apesar de a maioria das pessoas não conseguirem ter memórias da primeira infância por causa da amnésia infantil, estudos sugerem que os bebês conseguem formar alguns tipos de memória. Nas primeiras semanas de vida, um bebê consegue distinguir o rosto da mãe do rosto de um estranho, por exemplo, uma explicação plausível do porquê alguns choram quando são colocados no colo de um estranho.
Nesse estágio, não há uma consolidação das memórias autobiográficas que é quando você se lembra do primeiro brinquedo, de um aniversário ou de quando quebrou o braço. Essas memórias dependem de uma autoconsciência do que é o eu, e os bebês ainda não chegaram nessa fase.
A memória semântica, por sua vez, é o conhecimento geral do mundo, como o significado das palavras, conceituações, fatos e a aprendizagem de ações que não estão ligadas a uma experiência pessoal. Nesse sentido, estudos liderados pela psicóloga Carolyn Rovee-Collier mostraram que os bebês podem formar essas memórias semânticas desde cedo.
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