
O plano da SpaceX, empresa espacial fundada por Elon Musk, de colocar até um milhão de satélites em órbita terrestre ganhou um novo e forte opositor nesta semana. A Amazon, controlada pelo bilionário Jeff Bezos, classificou a proposta como “especulativa” e “impossível”, questionando formalmente a iniciativa junto ao órgão regulador dos Estados Unidos.
Mais do que uma disputa entre magnatas da tecnologia, analistas apontam que o debate envolve a possibilidade de uma única empresa dominar partes relevantes da órbita terrestre e do espectro de radiofrequências, o que poderia inviabilizar a atuação de concorrentes no setor de internet via satélite.
A decisão final sobre o plano está nas mãos da Federal Communications Commission (FCC), a agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos. O órgão é presidido por Brendan Carr, nomeado durante o governo de Donald Trump e conhecido por seu apoio público a Musk. Mesmo que o aval seja concedido, especialistas avaliam que o projeto enfrenta enormes desafios técnicos e operacionais.
Atualmente, a SpaceX já domina o setor de internet via satélite. Por meio da operadora Starlink, a empresa controla cerca de dez mil dos aproximadamente 14 mil satélites ativos em operação no mundo. Esses equipamentos orbitam a Terra em baixa altitude, entre cerca de 500 quilômetros e dois mil quilômetros.
Rivais começam a entrar nesse mercado, incluindo o projeto de satélites da Amazon, chamado Amazon Leo — anteriormente conhecido como Kuiper. Em questionamentos enviados à FCC, a Amazon levantou três principais críticas à proposta da SpaceX.
A primeira diz respeito à falta de informações técnicas completas. Segundo a empresa, a SpaceX detalha apenas parte da futura frota, o que dificultaria a avaliação dos impactos do projeto.
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