Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Asteroide que foi despedaçado pelo Sol pode ser a origem de uma nova chuva de meteoros

Asteroide que foi despedaçado pelo Sol pode ser a origem de uma nova chuva de meteoros

Um artigo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal relata que astrônomos podem ter identificado sinais de uma nova chuva de meteoros, com origem incomum: um asteroide que se aproximou demais do Sol e acabou se fragmentando, liberando detritos pelo espaço.

Todos os anos, a Terra atravessa regiões repletas de poeira e pequenos fragmentos deixados por objetos celestes. Ao entrar na atmosfera, esse material produz as popularmente chamadas “estrelas cadentes”. 

A maioria dessas chuvas tem origem em cometas, corpos formados por gelo, poeira e rochas. A chuva de meteoros Perseidas, associada ao cometa Swift-Tuttle, que completa uma volta ao redor do Sol a cada 133 anos, é um exemplo. Foi o astrônomo Giovanni Schiaparelli quem identificou, ainda no século XIX, a ligação entre o objeto e o fenômeno observado no céu, de acordo com a NASA.

Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre, podem atingir velocidades superiores a 24 km/s. O atrito com o ar faz com que aqueçam rapidamente e se desintegrem, gerando rastros luminosos que podem ser vistos a olho nu, especialmente em locais com pouca poluição luminosa.

Ao se aproximar do Sol, o cometa libera poeira ao longo de sua órbita. Com o tempo, esse material forma uma trilha. Quando a Terra cruza esse caminho, os fragmentos colidem com a atmosfera e produzem as chuvas de meteoros.

Embora seja menos comum, asteroides também podem gerar esse tipo de fenômeno. Um exemplo conhecido é a chuva das Geminídeas, que ocorre em dezembro e está associada ao asteroide 3200 Phaethon. Diferentemente dos cometas, esses corpos são predominantemente rochosos.

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