
Recentemente, novas análises do asteroide Bennu detectaram que a água esteve presente no objeto espacial, porém, por canais estreitos, o que dividiu o seu material em diferentes zonas químicas. O principal autor da pesquisa, que compartilha esses achados, é Mehmet Yesiltas. Você pode ler o estudo na íntegra clicando aqui.
O resultado deste estudo é importante porque auxilia os cientistas a entenderem como as regiões mais frágeis (à base de carbono) desse objeto conseguiram sobreviver, enquanto outras desenvolveram minerais ainda mais resistentes. Além de demonstrar que a água passou pelo objeto, o estudo também indica que o asteroide produziu minerais.
Esse comportamento indica que o asteroide não evoluiu de maneira uniforme, mas sim que suas diferentes regiões foram expostas a ambientes e processos variados ao longo do tempo.
Enquanto algumas áreas mantiveram substâncias mais sensíveis, outras sofreram alterações que resultaram na formação de novos minerais. Essa diversidade de registros permite aos cientistas compreender com mais precisão a trajetória e as transformações desse corpo celeste ao longo de sua história.
Mehmet Yesiltas é o principal pesquisador que analisou as amostras obtidas do asteroide. Dentre as análises, comparam o padrão de divisão deixado pela água quando alterou algumas áreas e deixou outras praticamente intocadas.
Ao analisar o fragmento, os pesquisadores identificaram três áreas bem definidas, em vez de uma mistura homogênea de rochas e material carbonáceo.
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