Extensões maliciosas no Chrome e Edge espionaram 4,3 milhões de usuários

Uma campanha ativa há sete anos comprometeu a segurança de 4,3 milhões de usuários do Google Chrome e Microsoft Edge. Segundo a empresa de cibersegurança Koi, um grupo hacker chamado ShadyPanda utilizou extensões legítimas para distribuir malware, spyware e backdoors capazes de executar códigos remotamente e enviar dados para servidores na China.A operação teria adotado uma estratégia de longo prazo. Primeiro, eles publicaram ferramentas úteis, acumularam milhões de downloads e construíram uma boa reputação. Anos depois, lançaram atualizações com códigos maliciosos. As extensões, algumas com selos de Destaque nas lojas, teriam, então, começado a monitorar silenciosamente o comportamento dos usuários.
Até 1º de dezembro de 2025, data de publicação do relatório, cinco dessas ferramentas ainda estavam ativas na loja do Edge, somando mais de 4 milhões de instalações.

O ataque explorou uma brecha no modelo de revisão das lojas: enquanto o envio inicial de extensões passa por verificações rigorosas, as atualizações nem sempre passam pelo mesmo processo minucioso.
O relatório destaca duas campanhas ativas. A primeira envolveu a popular extensão Clean Master (Starlab Technology), com 300 mil usuários. Em 2024, uma atualização introduziu um backdoor que permitia vigilância total, injetando scripts até em conexões HTTPS seguras. O sistema coletava:
Para evitar detecção, o código podia até desabilitar o comportamento malicioso automaticamente ao abrir alguma ferramenta de desenvolvedor no navegador.A segunda campanha utilizou a extensão WeTab (com 3 milhões de instalações). Disfarçada de ferramenta de produtividade, ela enviava dados em tempo real — como pesquisas, cliques e cookies — para 17 domínios, incluindo servidores da Baidu e da própria WeTab.

Em resposta ao site The Register, um porta-voz do Google confirmou que as extensões não estão mais disponíveis na Chrome Web Store. A Microsoft também se manifestou: “Removemos todas as extensões identificadas como maliciosas na loja do Edge. Quando tomamos conhecimento de casos que violam nossas políticas, agimos de forma apropriada”.
Fonte: Tecnoblog
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