Muito humor e música ilustraram a noite do Festival de Brasília 2013

O Mestre e o Divino, O Canto da Lona e o longa Depois da Chuva foram os destaques da noite de quinta-feira, 19, no 46ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Veja como foi!
Mais um noite de competição no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e os presentes no Cine Brasília puderam ver cinco obras nesta quinta-feira, 19. Preocupados em evitar a repetição do episódio do dia anterior, quando problemas técnicos interromperam a exibição de um filme, a organização fez uma série de testes e isso também fez com que convidados, imprensa e público entrassem na sala com quase uma hora de atraso. Felizmente, a noite brindou os presentes com muitas canções, humor e roquenrou. Confira o panorama!
Bom 🙂 O mundo do circo parece ter encontrado seu palco no Festival de Brasília 2013. Dirigido por Thiago Mendonça, o documentário O Canto da Lona é um curta (longo), que resgata a história de veteranos do circo teatro de São Paulo, de décadas passadas. Nesse período, o "picadeiro" era palco também de inúmeras performances musicais e também teatrais, extraídas de peças e/ou filmes, como aqueles do eterno Mazzaropi. Assim, o roteiro do diretor reúne esses artistas, que mostram e contam suas história, revivendo-as (de alguma forma) em imagens em Preto & Branco, contrastando com um único elemento colorido: uma icônica cortina vermelha. Cheio de passagens ora emocionantes, ora engraçadas, o filme conseguiu manter um diálogo com o público, que correspondeu com aplausos e risos.
Muito bom =D Filmes sobre índios costumam assustar uma parcela do público por puro preconceito. O Mestre e o Divino é um bom exemplo de como isso pode afastar o espectador de obras interessantes. Dirigido por Tiago Campos, o documentário reúne as câmeras de mais dois cineastas para mostrar a longa, conflitante e também divertida relação de um missionário alemão Adalbert Heide e um índio Xavante, respectivamente, o mestre e o divino do título. Com muitas ironias e passagens divertidas, o espectador descobrirá que o estrangeiro não ganhou o título de "índio branco" a toa, e que seus métodos rígidos de controle ao longo de muitos anos podem ter contribuído para a sobrevivência deles, mas hoje já não são tão aceitos. E o índio Divino, figuraça apaixonada por cinema, é o maior exemplo dessa não aceitação. Cheio de imagens históricas, muitas nunca reveladas pelo cineasta religioso, não são raros os momentos de diversão diante das inúmeras revelações desse coroa carrancudo e com humor peculiar, e do índio, também "proprietário" de tiradas hilárias. Divertido, sua sessão foi encerrada com muita vibração da plateia e já figura como forte concorrente de Outro Sertão na categoria.
Regular :/ O segmento da animação exige uma dedicação muito grande por parte de seus realizadores e o resultado nem sempre é o esperado. O curta RYB (provável alusão ao coachar dos anuros) narra rapidamente a história de uma rã ou sapo, que se viu clonado durante um "acidente" num laboratório. E como as cópias de cores…
Entre para comentar.