
Os efeitos negativos dos microplásticos têm sido cada vez mais estudados por cientistas. Estas pequenas substâncias já foram identificadas em praticamente todos os órgãos humanos, podendo gerar graves problemas de saúde.
A maior dificuldade é combater a proliferação destes materiais de menos de cinco milímetros, que se espalham facilmente pela natureza, em rios, oceanos e até no solo. No entanto, um novo trabalho sugere que eles também podem ser usados de forma positiva.
Uma das preocupações com os microplásticos é a possibilidade de que estas partículas possam acumular bactérias nocivas no meio ambiente, facilitando a contaminação de humanos. Mas essa capacidade de captura de germes abre uma outra possibilidade.
Durante o monitorando das estações de tratamento de água, as autoridades coletam periodicamente amostras para calcular a quantidade de bactérias nocivas no esgoto bruto. O problema é que este trabalho não é feito 24 horas por dia.
No entanto, um novo estudo publicado na revista Water Research defende que as pequenas partículas de plástico podem ser uma solução para esta questão. Os pesquisadores querem usar os microplásticos para atrair elementos nocivos, facilitando a identificação deles.
A ideia é instalar espécies de gaiolas de microplásticos em rios próximos a estações de tratamento de águas residuais. Um experimento mostrou que uma grande quantidade de bactérias nocivas, como Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Citrobacter freundii e Enterococcus, foi identificada em apenas 24 horas usando este método.
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