Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

A descoberta de Plutão e um dos mais maravilhosos erros da Astronomia

A descoberta de Plutão e um dos mais maravilhosos erros da Astronomia

Quem foi que disse que a ciência não erra? Na verdade, os erros são parte importante dela, desde que possamos aprender com eles. Um bom exemplo disso ocorreu quando um dos mais maravilhosos erros possibilitou a descoberta de Plutão, 92 anos atrás.

Essa história começou assim que Johann Galle observou Netuno pela primeira vez, na mesma região em que Urbain Le Verrier havia previsto um corpo celeste que interferia gravitacionalmente na órbita de Urano seria encontrado. Nos anos que se seguiram, notou-se que as observações de Netuno não se encaixavam perfeitamente com sua órbita calculada. Supôs-se então, que poderia haver outro corpo, ainda mais afastado, perturbando a órbita de Netuno. 

A possibilidade da existência do chamado “Planeta X” foi especulada por vários anos, até que o astrônomo Percival Lowell decidiu que iria encontrar o nono planeta do Sistema Solar.

Lowell foi um milionário americano, nascido em uma distinta família de Boston. Formou-se em Matemática, mas resolveu investir sua vida e parte da sua fortuna na astronomia. No final do Século XIX montou o Observatório Lowell, onde se dedicou às observações de Marte e ao que seria o grande desafio da sua vida. 

Em 1906, Lowell deu início a um grande projeto: descobrir o Planeta X. A ideia seria utilizar as leis da mecânica newtoniana para calcular a posição do suposto planeta a partir da sua interferência gravitacional em Netuno e Urano. Só que para fazer esses cálculos, Lowell precisava de um computador.

Ou melhor, uma computadora, nome dado aos profissionais, geralmente mulheres, contratados para realizar e validar cálculos matemáticos repetitivos ou complexos. Uma tarefa muito grande podia ser subdividida entre várias “computadoras”, gerando um resultado em menos tempo.

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