Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

A descoberta sobre Urano que surpreendeu astrônomos 

A descoberta sobre Urano que surpreendeu astrônomos 

Muito do que os cientistas sabem atualmente sobre Urano tem como base uma exploração realizada em 1986 pela sonda Voyager 2 da NASA. Foi a partir dessa missão que se popularizou a tese de que o planeta não produz calor internamente. Mas essa ideia pode estar prestes a mudar.

Pesquisadores da Universidade de Oxford que questionavam essa hipótese decidiram desenvolver um modelo computacional capaz de calcular o balanço energético de Urano com maior precisão. 

Na prática, os cientistas compararam a quantidade de energia que ele recebe do Sol com a quantidade de energia que ele libera para o espaço na forma de luz refletida e calor emitido. Para isso, foram usadas informações sobre as neblinas, nuvens e mudanças sazonais coletadas pelo Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Infravermelho da NASA no Havaí.

Após revisitar décadas de dados, a equipe descobriu que Urano libera cerca de 15% a mais de energia do que recebe do Sol. O resultado publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society se aproxima de outra descoberta em um estudo separado publicado na Geophysical Research Letters.

A pesquisa pode abrir novos caminhos de conhecimento sobre a formação do planeta que por milênios foi considerado apenas uma estrela distante. Até agora, duas hipóteses tentam explicar a “frieza” de Urano: se trata do planeta mais antigo do Sistema Solar (por isso esfriou completamente) ou uma grande colisão eliminou todo o seu calor.

Para efeito de comparação, gigantes como Saturno, Júpiter e Netuno emitem mais calor do que recebem, o que significa que o calor extra vem de dentro. Parte disso tem como fonte os processos de alta energia que formaram os planetas há 4,5 bilhões de anos, segundo a NASA.

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