Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de março de 2025 · 2 min de leitura ·

A moeda de 2.500 anos que iniciou o padrão-ouro e mudou o mundo financeiro 

A moeda de 2.500 anos que iniciou o padrão-ouro e mudou o mundo financeiro 

Em meados do século VI a.C., o rei Creso da Lídia planejou um sistema monetário e cunhou a primeira moeda de ouro do mundo. Conhecida como estáter ou Croesid, ela representa um ponto de virada fundamental na história das finanças: a invenção do padrão-ouro.

Creso governou o reino da Lídia, metade ocidental do que hoje é a Turquia, de 560 a 546 a.C. Ele já era um homem rico graças ao controle sobre os depósitos de metais preciosos do rio Pactolo. 

O rei expandiu seu poder estabelecendo laços diplomáticos e relações comerciais com o Egito, a Grécia e a Babilônia. Os negócios com outros reinos foi facilitado através da invenção das moedas, pequenas peças circulares de metal precioso, emitidas pela primeira vez pelo pai de Creso, Alyattes, por volta de 650 a.C.

Porém, havia um problema: o antecessor do rei vinha fabricando moedas de eletro, uma liga natural de ouro e prata que geralmente contém pedaços de outros metais. As peças metálicas cunhadas por Alyattes foram padronizadas com base no peso, mas como a proporção dos metais no eletro varia, o valor das moedas era imprevisível.

Creso decidiu separar as moedas em duas denominações para eliminar a avaliação injusta. Ele montou oficinas em Sardes, capital da Lídia, para refinar ouro e prata a partir do eletro. Essas primeiras cunhagens tinham aproximadamente o tamanho de uma moeda de dez centavos de real e o peso fixado em 10,7 gramas.

Havia uma taxa de câmbio consistente entre a prata e o ouro. Isso tornou o esquema de Creso o primeiro sistema monetário de dois metais do mundo e o primeiro padrão-ouro. Pois, criava um modelo que estabelecia uma relação direta entre a moeda e o metal precioso.

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