Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Aglomerado com mil geleiras no Alasca está em risco, diz estudo

Aglomerado com mil geleiras no Alasca está em risco, diz estudo

Os impactos das mudanças climáticas no derretimento de geleiras ao redor do mundo não é uma novidade. Mas este processo pode estar acontecendo mais rápido do que pensávamos em alguns pontos do planeta. É o caso do campo de gelo de Juneau, um aglomerado com mais de mil geleiras no Alasca, território dos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, a perda de gelo no campo de Juneau permaneceu estável entre os anos de 1770 e 1979. Em média, derretiam de 0,65 a 1,01 km³/ano.

Já entre 1979 e 2010, o processo de perda da cobertura glacial se intensificou, sendo estimado entre 3,08 a 3,72 km³/ano. Agora, de 2010 a 2019, ocorreu uma aceleração de 5,91 km³/ano. O ritmo é mais alarmante nos últimos cinco anos.

Durante o estudo, foram cruzadas informações de imagens de satélite da NASA, fotos feitas durante voos locais e medições históricas da região. A equipe concluiu que se a situação não for revertida, com a redução da emissão de gases do efeito estufas, o derretimento de gelo irá contribuir para a elevação dos níveis do mar, afetando todas as regiões costeiras do planeta, inclusive o Brasil.

Os cientistas destacam que, como os campos de gelo do Alasca são predominantemente planos, estão mais vulneráveis ​​ao derretimento acelerado conforme o clima esquenta, já que a perda de gelo acontece em toda a superfície. Isso significa que uma área muito maior é afetada.

Os pesquisadores ainda alertam que estamos próximos de um ponto “irreversível” de recuperação para esse campo de gelo. Situações parecidas também estão sendo observadas na Groenlândia, na Noruega e no Ártico. 

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