Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Algoritmos de aprendizado de máquina ajudam cientistas a explorar Marte

Algoritmos de aprendizado de máquina ajudam cientistas a explorar Marte

Marte tem sido, há algum tempo, alvo de interesse da comunidade astronômica. Visando a exploração e o estudo do planeta, equipamentos como satélites, robôs, sondas e até um helicóptero são usados por cientistas para desvendar os mistérios do planeta vermelho.

O mais antigo em funcionamento atualmente é o rover Curiosity, da Nasa, que vai completar 10 anos de operação em 2022 — e cujos dados estão sendo combinados com algoritmos de aprendizado de máquina para investigar em detalhes a superfície marciana.

Um novo artigo publicado no periódico científico Earth and Space Science se concentra nos dados coletados pelo Curiosity por meio do pacote de instrumentos da Chemistry and Camera (ChemCam). 

Conforme explicam os cientistas, a ChemCam combina dois instrumentos: um espectrômetro de decomposição induzido por laser (LIBS) e um microimageador remoto (RMI) para imagens de alta resolução. 

O instrumento LIBS da ChemCam funciona atingindo amostras de rocha com pulsos de laser poderosos, o vaporiza o material e o transforma em um microplasma com átomos e íons agitados que emitem luz característica enquanto em decomposição. 

Como cada elemento emite um espectro de luz único à medida que se decompõe, a ChemCam pode coletar a luz em três espectrômetros diferentes, permitindo que os cientistas determinem a composição química de cada amostra.

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