Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Ano passado foi o mais quente já registrado e 2025 deve continuar crítico 

Ano passado foi o mais quente já registrado e 2025 deve continuar crítico 

2024 foi o ano mais quente já registrado. A conclusão é do Relatório Global do Clima, divulgado pelo observatório europeu Copernicus. De acordo com o texto, o ano passado foi o primeiro a exceder 1,5°C acima dos níveis pré-industriais para a temperatura média global anual.

O relatório afirma que 2024 foi o ano o mais quente para quase todas as regiões continentais, exceto a Antártida e a Oceania. A conclusão é que a frequência geral e a gravidade de eventos climáticos extremos estão aumentando. 

O documento diz que as temperaturas da superfície do mar permaneceram excepcionalmente altas, com o período de julho a dezembro de 2024 sendo o segundo mais quente já registrado para a época do ano, depois de 2023.

O documento cita o El Niño, fenômeno climático que aquece o Oceano Pacífico e ficou em vigor entre 2023 e 2024 como um dos motivos para o forte aumento das temperaturas no período, mas não o único.

Segundo o Copernicus, o El Niño de 2023 e 2024 foi um evento forte, mas não excepcional. Por isso, ele sozinho não teria força suficiente para fazer tanto estrago. O principal responsável por essa mudança ainda é o homem. 

“2024 e 2023 parecem ser excepcionalmente quentes devido à aceleração do aquecimento climático induzido pelo homem”, diz o relatório. 

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