
O rio Nilo sempre foi fonte importante (por que não dizer vital?) ao povo do Antigo Egito que conviveu com ele. Fonte de vida, ele ajudava com a irrigação das colheitas, alimentação dos animais, bússola, entre outros.
E não é que um estudo da Universidade de Southampton (Inglaterra) mostra que as crenças desse fascinante povo estavam certas? Entenda mais a seguir.
O artigo aponta que, mesmo sabendo-se que o Nilo teve importante papel entre os antigos egípcios, pouco se sabe sobre como se comportou durante as mudanças climáticas pelas quais passou durante o período Holoceno (época geológica mais recente da Terra, que compreende justamente os últimos 11,5 mil anos).
Sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO, como os templos de Karnak e Luxor, [estão] localizados a leste do atual Nilo e os templos e necrópoles do culto real, [estão] na margem ocidental do deserto – lugares que estavam física e mitologicamente conectados à paisagem fluvial. Além disso, é possível que as mudanças ambientais também tenham impactado a agro-economia regional, que foi de importância crítica para o sucesso do antigo estado egípcio.
Como não havia muitos dados confiáveis sobre a evolução do Nilo, a equipe de investigadores optou por buscar as informações por si mesma. Em comunicado, Dominic Barker, Técnico em Arqueologia da Universidade de Southampton e um dos coautores do artigo, conta que perfuraram 81 furos, “muitos deles manualmente”, em todo o Vale do Nilo, próximo a Luxor.
Usando informações geológicas contidas nos núcleos e datando os sedimentos usando técnica chamada Luminescência Opticamente Estimulada, conseguimos reunir as peças da evolução da paisagem ribeirinha.
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