
A antimatéria é como o “gêmeo maligno” da matéria: toda partícula subatômica possui uma antipartícula correspondente, uma imagem espelhada com a mesma massa, mas com carga elétrica oposta. Mas a existência desse estado também é recheada de mistérios e um dos principais é: se a antimatéria é um reflexo da matéria, ela reage da mesma forma aos efeitos da gravidade?
A principal descrição que temos da gravidade na era moderna é a proposta na teoria da relatividade, de Albert Einstein. Entretanto, o físico não tinha conhecimento da antimatéria.
Agora, um novo estudo da Anti-hidrogênio Laser Physics Apparatus (ALPHA) e da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) publicado na Nature pode ter respondido como a antimatéria interage com a gravidade e se existe algum tipo de antigravidade.
Este é o primeiro experimento direto a realmente observar um efeito gravitacional no movimento da antimatéria. É um marco no estudo da antimatéria, que ainda nos confunde devido à sua aparente ausência no Universo
Os resultados mostram que a antimatéria também é atingida pela gravidade, assim como a matéria normal, comprovando uma das principais teorias sobre a interação. A pesquisa também descarta a existência da suposta antigravidade.
Interagir com a antimatéria é um desafio para a física. No estudo, os cientistas utilizaram átomos de anti-hidrogênio, a escolha se dá pelo fato de os átomos de anti-hidrogênio serem partículas de antimatéria eletricamente neutras e estáveis, o que permite um controle maior da interação gravitacional.
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