
O ano de 2023 tem sido marcado pela quebra de todos os tipos de recordes quando o assunto é a temperatura do planeta. As marcas diárias mais altas já registradas globalmente ocorreram no início de julho, juntamente com a maior anomalia de temperatura da superfície do mar de todos os tempos. No entanto, cientistas alertam que devemos nos preparar para um nível de calor ainda maior e sem precedentes em 2024.
O aquecimento global decolou em meados de 1970 e a partir dali cada década foi mais quente do que a anterior, sendo a de 2010 a mais quente já registrada. Mas pode haver muita variabilidade de um ano para o outro.
Junho de 2023, por exemplo, teve a temperatura média global de superfície mais alta, de acordo com análises preliminares. Além disso, a extensão do gelo marinho da Antártida atingiu um nível recorde.
Enquanto isso, as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono continuam a aumentar a taxas alarmantes. Essa combinação de fatores gera chuvas torrenciais em algumas partes do mundo que contrastam com ondas de calor excessivas e incêndios florestais em outros locais, caso do Canadá, por exemplo.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Entre para comentar.