Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de junho de 2023 · 2 min de leitura ·

Arqueólogos encontram naufrágios de até 2,1 mil anos no Mediterrâneo

Arqueólogos encontram naufrágios de até 2,1 mil anos no Mediterrâneo

Uma expedição da Unesco no Mar Mediterrâneo descobriu três naufrágios, que rolaram até 2,1 mil anos atrás. Os locais dos navios revelam que os antigos marinheiros não se limitavam à navegação costeira, como se supunha até então. A descoberta mostra que eles ousavam entrar no mar aberto para lucrar com suas cargas de vinho e azeite.

Uma das embarcações data entre 100 a.C. e 200 d.C., enquanto as outras duas são do final do século 19 (ou início do século 20). Os barcos estavam numa área de pesquisa que inclui os traiçoeiros e rasos Skerki Banks na Tunísia, além de águas mais profundas ao norte e leste, que separam a Sicília do norte da África.

Segundo comunicado, participaram da expedição, feita em 2022, arqueólogos subaquáticos de oito países: Argélia, Croácia, Egito, França, Itália, Marrocos, Espanha e Tunísia.

A equipe investigou os naufrágios com dois robôs subaquáticos e o navio de pesquisa Alfred Merlin, operado pelo DRASSM (Departamento de Pesquisa de Arqueologia Subaquática e Submarina), do Ministério da Cultura da França.

O naufrágio mais antigo é um navio mercante romano, que afundou entre 100 a.C. e 200 d.C. – ou seja, há, no máximo, 2,1 mil anos. A embarcação, de 18 metros de comprimento, carregava jarros de barro, também chamados de ânforas, segundo a arqueóloga subaquática Franca Cibecchini, da DRASSM, para a National Geographic.

O navio parcialmente intacto estava a quase 55 metros de profundidade. E o design dos jarros sugere que eles continham vinho da Itália. Mas os arqueólogos ainda irão recuperar alguns deles para testar essa hipótese.

Compartilhe