Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Asteroide que poderia colidir com a Terra é gravado voando no espaço – veja vídeo

Asteroide que poderia colidir com a Terra é gravado voando no espaço – veja vídeo

Com cerca de 55 metros de largura (mais ou menos o tamanho de um prédio de 18 andares), o asteroide 2024 YR4 foi descoberto no fim do ano passado como uma ameaça de colisão com a Terra em 2032. Inicialmente, a chance era de 1,2%, chegando a ultrapassar 3% – a maior probabilidade já registrada para um objeto desse porte. No entanto, novas observações reduziram essa possibilidade para 0,001%, o que praticamente elimina o risco.

Astrônomos de diversas partes do mundo seguem monitorando o corpo celeste. Entre os telescópios usados está o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. Na última quinta-feira (20), o equipamento registrou novas imagens do asteroide, fundamentais para recalcular sua trajetória.

Com dados mais precisos, os cientistas conseguiram refinar o modelo da órbita da rocha espacial e reavaliar suas chances de impacto. O novo cálculo confirma que o risco está quase zerado. Esse monitoramento contínuo é essencial para entender o comportamento de asteroides potencialmente perigosos.

De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, essa redução das possibilidades de impacto já era esperada entre os cientistas. “A expectativa era que até o final de março fossem afastadas todas as chances de que esse asteroide pudesse atingir a Terra”.

Com os dados disponíveis, os cientistas praticamente descartam qualquer chance de colisão em 2032. O que falta definir agora é a distância exata da passagem do asteroide pela Terra.

Embora pequenas variações ainda possam ocorrer nos cálculos, Zurita reforça que não há motivo para preocupação. “O risco pode oscilar um pouco, mas nada que volte a assustar. Estamos definitivamente a salvo desse asteroide”, afirma o especialista.

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