Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Auroras misteriosas detectadas em anã marrom intrigam cientistas

Auroras misteriosas detectadas em anã marrom intrigam cientistas

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA encontrou uma anã marrom, ou estrela fracassada, que parece possuir auroras. Essa descoberta deixou os astrônomos intrigados por não saberem exatamente como elas estão se formando.

Aqui na Terra, as auroras são formadas à partir de partículas carregadas emitidas pelo Sol que interagem com o campo magnético terrestre e as moléculas da atmosfera. Esse fenômeno já foi observado em outros planetas, e até mesmo luas, do Sistema Solar, como Júpiter, Saturno, Io e Encélado, e todos eles possuem uma origem semelhante à que acontece na Terra.

Na anã marrom, chamada de W1935, o James Webb detectou emissões infravermelhas de metano semelhante às formações de auroras em Júpiter e Saturno. Nos planetas do Sistema Solar, elas são o resultado do aquecimento das atmosferas à medida que partículas carregadas descem pelas linhas do campo magnético e atingem as partículas atmosféricas. 

No entanto, a anã marrom é misteriosa, pois não possui nenhuma estrela próxima que possa emitir partículas carregadas para formar as auroras.

As anãs marrom são conhecidas como estrelas fracassadas porque possuem a mesma origem de outras estrelas, a partir do colapso de uma nuvem de poeira e gás. No entanto, elas não têm massa suficiente para desencadear a fusão de hidrogênio em hélio em seu núcleo.

Por possuírem a mesma origem que as estrelas convencionais, estão frequentemente isoladas, longe das emissões de partículas carregadas de suas irmãs bem sucedidas. A W1935 é uma delas, e os pesquisadores acreditam que suas auroras se originam a partir de algum processo interno que fornece energia à atmosfera da anã marrom. Outras alternativas é que o plasma interestelar pode estar atingindo a estrela fracassada, ou ela pode não estar totalmente isolada quanto pensamos.

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