
Um viaduto suspenso por cabos e (muito) alto. Esse é o Viaduto Millau, localizado na França.
Esta é a 14ª de uma série de reportagens sobre megaprojetos ao redor do mundo, publicada todas às terças e quintas-feiras. O Olhar Digital já abordou a construção do Canal do Panamá, de Veneza e da Torre Eiffel.
Apesar de toda sua magnitude, o viaduto Millau é integrado ao meio-ambiente à sua volta. Investiu-se em laser, GPS, concreto de alta resistência e materiais diferenciados.
O aço que está na obra, por exemplo, veio da mesma empresa que construiu a Torre Eiffel, sendo que seu principal material é o concreto B60, que, à época, era o que havia de mais moderno no segmento. Para fazer a mistura do concreto, foi necessária a abertura de uma pedreira de 70 metros de profundidade sobre 22 hectares.
O Millau é constituído por sete pilares, sendo que cada um tem uma altura diferente por se encontrarem em um vale. 30 pessoas foram designadas para a construção dos pilares, que foram construídos ao mesmo tempo. Para acessá-los, os trabalhadores dependiam de elevadores, já que a altura de cada pilar impedia a utilização de andaimes.
Os moldes dos pilares eram constituídos de chapas de metal, onde era inserido o concreto e, então, o desmontavam, até que a altura desejada fosse alcançada. Dessa forma, cada pilar aumentava oito metros por semana. O segundo pilar é considerado o mais alto do mundo e tem 244,96 metros.
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