Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Bactérias visíveis a olho nu têm um tipo de metabolismo nunca antes visto

Bactérias visíveis a olho nu têm um tipo de metabolismo nunca antes visto

Pela primeira vez, cientistas conseguiram decifrar o código genético de uma bactéria gigante intrigante, que pode ser observada sem a necessidade de um microscópio. 

Essa conquista significativa descobriu informações sobre as estratégias reprodutivas, mecanismos de sobrevivência e processos metabólicos únicos dessa espécie, que se assemelham às mitocôndrias, uma das organelas celulares mais importantes.

Publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo abre caminho para o desenvolvimento de tecnologias energéticas sustentáveis e para aprimorar a eficiência na agricultura.

Denominadas Epulopiscium viviparus, as bactérias em questão vivem em simbiose nas entranhas de peixes tropicais, como o Naso tonganus. Enquanto a maioria das bactérias é invisível a olho nu, esses microrganismos unicelulares gigantes têm um volume um milhão de vezes maior do que suas parentes mais próximas, as E. coli, que são responsáveis por provocar infecções urinárias, diarreia, colite hemorrágica e síndrome hemolítico-urêmica.

Descoberta em 1985, a E. viviparus recebeu esse nome porque Epulopiscium é a expressão para “hóspede” e “de um peixe”, em latim. Já viviparus é a palavra referente à reprodução que resulta em nascidos vivos.

A reprodução peculiar dessa bactéria é notável. Enquanto a maioria das bactérias se divide ao meio, esta pode gerar até 12 cópias dentro da célula-mãe, que depois são liberadas no ambiente.

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