
A histórica missão Artemis 2, que leva quatro astronautas ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, enfrenta um contratempo técnico persistente: o banheiro da cápsula Orion (ou, em termos técnicos, o sistema de gerenciamento de resíduos).
Embora a NASA confirme que o aparelho continua operacional, a dificuldade em expelir a urina armazenada para o vácuo do espaço forçou a agência a investigar novas causas.
Agora, segundo o Space.com, a equipe técnica trabalha com uma nova teoria focada na química interna do sistema. Segundo Rick Henfling, diretor de voo da Artemis 2, o problema pode estar nos aditivos usados no tratamento de efluentes.
“O desafio que estamos enfrentando é o esvaziamento do tanque”, acrescentou Henfling. “A ventilação é muito menor do que esperávamos, então estamos tendo que recorrer a outros meios alternativos, além do vaso sanitário”, concluiu em coletiva realizada nesta terça-feira (7).
Apesar de relatos da tripulação sobre um odor estranho vindo do sistema, a NASA reforça que a situação não oferece risco à segurança dos astronautas. O diagnóstico final, no entanto, depende da análise física dos componentes, que só ocorrerá após o retorno da nave.
Lori Glaze, da diretoria de Exploração da NASA, explicou que a equipe precisa “chegar à raiz do problema” para garantir que as futuras missões de pouso lunar não sofram com o mesmo defeito. A cápsula Orion – ocupada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen – tem pouso previsto para a noite desta sexta-feira, 10 de abril, no Oceano Pacífico.
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