
Esta quarta-feira (7) é um dia de comemoração para a NASA e para o nosso planeta. Há exatos 50 anos, era lançada a última missão lunar humana, denominada Apollo 17. No caminho para a Lua, a tripulação registrou uma imagem que entrou para a história como a primeira fotografia em plano geral da Terra, que recebeu o nome de Blue Marble (algo como “bolinha de gude azul”).
“The Blue Marble,” one of the most reproduced and influential images in history, was taken #50YearsAgo today by the #Apollo17 crew on their way to the Moon. #Apollo50th #photography pic.twitter.com/85C4l0US7c
Obtida por uma câmera analógica (de filme) Hasselblad, quando a espaçonave estava a 29 mil km daqui, esta provavelmente é a imagem mais reproduzida de todos os tempos. Nela, a Terra aparece no centro do quadro, flutuando no espaço. É possível ver claramente o continente africano, bem como a calota polar sul da Antártica.
Registros comoBlue Marble são bem difíceis de se obter. Para capturar a Terra como um globo inteiro no espaço, a iluminação precisa ser cuidadosamente calculada. O Sol precisa estar diretamente atrás da câmera, o que é algo complicado de se planejar ao orbitar em altas velocidades.
Produzida contra um contexto cultural e político mais amplo da “corrida espacial” entre os EUA e a então União Soviética, a imagem revelou uma visão inesperadamente neutra da Terra sem fronteiras. De acordo com o site Space.com, a fotografia tornou-se um símbolo de harmonia e unidade.
Segundo o geógrafo Denis Cosgrove, o Blue Marble interrompeu as convenções ocidentais de mapeamento e cartografia. Ao remover as grades de meridianos e paralelos que os humanos colocam sobre o globo – a imagem representava um mundo livre de práticas de mapeamento que estavam em vigor há centenas de anos.
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