Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Bumbum regenerativo: cientistas descobrem verme marinho que cresce “das partes de trás”

Bumbum regenerativo: cientistas descobrem verme marinho que cresce “das partes de trás”

No que deve ter sido a descoberta com mais piadas de quinta série nos laboratórios científicos em 2022 — e ainda estamos em fevereiro —, pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, descobriram 25 novos exemplares de vermes-marinhos da espécie Ramisyllis kingghidorahi.

O nome vem como uma homenagem ao “Rei Ghidora”, conhecido vilão dos filmes de “Godzilla”. Mas acredite quando dissermos: essa nem é a parte mais estranha da notícia. Essa honraria pertence ao fato de que o verme — que passa a maior parte da vida dentro de esponjas — possui o que a universidade chamou de “extremidades posteriores que se regeneram”.

Literalmente: um “bumbum regenerativo” que se divide em vários ramos quando se reproduz.

“Vermes marinhos ramificados são criaturas bizarras com uma só cabeça, mas um corpo que se ramifica várias vezes em várias extremidades posteriores”, diz trecho do comunicado divulgado pela universidade. “Até agora, porém, apenas duas espécies desses animais curiosos eram conhecidas, mas uma terceira espécie foi descoberta no Japão”.

Ao contrário do imenso kaiju que lhes emprestou o nome, a R. kingghidorahi consegue fazer com que seu… bem… “bumbum regenerativo” cresça para preencher entradas estreitas dentro das esponjas que lhe servem de casa — algo em torno de 5 a 10 centímetros (cm) de comprimento.

Ah, sim. Ela também pode “partir” essa parte, que dará lugar a outras partes, ramificadas. Em suma, um “bumbum regenerativo” pode facilmente virar dois, porque a ciência e a natureza às vezes são estranhamente engraçadas e empolgantes.

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