
Você com certeza já ouviu falar da camada de ozônio. Esta uma região da estratosfera, localizada a cerca de 20 a 35 km de altitude, que atua como um filtro, protegendo a Terra da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.
Por décadas, a degradação desta proteção natural foi o principal ponto de preocupação de cientistas. Agora, dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que a quantidade de ozônio na atmosfera atingiu os níveis mais altos em anos.
No caso da Antártida, o chamado déficit de massa de ozônio, que calcula quanto da substância deixou de estar presente na atmosfera, foi de 46,1 milhões de toneladas em 29 de setembro de 2024. Apesar de ainda ser considerado alto, o valor ficou abaixo da média registrada entre 1990 e 2020. Também foi identificada uma recuperação mais rápida após o período de maior perda, o que representa um sinal consistente de melhora.
Desde a adoção da Convenção de Viena e da assinatura do Protocolo de Montreal, o uso de clorofluorocarbonos (CFCs), utilizados principalmente em sprays, equipamentos de refrigeração e em espumas, caiu drasticamente em todo o mundo. Estima-se que cerca de 99% das substâncias nocivas à camada de ozônio tenham sido eliminadas.
Há quarenta anos, as nações se uniram para dar o primeiro passo na proteção da camada de ozônio — guiadas pela ciência, unidas na ação. A Convenção de Viena e seu Protocolo de Montreal tornaram-se um marco de sucesso multilateral. Hoje, a camada de ozônio está se recuperando. Essa conquista nos lembra que, quando as nações acatam os alertas da ciência, o progresso é possível.
Além da redução destas substâncias, os pesquisadores apontam que fatores naturais ajudaram a recuperar a camada de ozônio. Entre eles estão o El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que altera o clima global, a fase da Oscilação Quase-Bienal, uma mudança regular dos ventos na alta atmosfera sobre a região do Equador, o aumento da atividade solar nos últimos anos e uma circulação estratosférica mais intensa.
Entre para comentar.