Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Capitólio: geóloga explica o que causou queda de paredão em Minas Gerais

Capitólio: geóloga explica o que causou queda de paredão em Minas Gerais

As imagens de um desabamento de rochas nas encostas de um cânion na cidade de Capitólio, no centro-oeste de Minas Gerais, pegaram o Brasil de surpresa e assustaram a todos que as viram. O acidente fez mais de 30 vítimas, sendo dez delas fatais.

O acidente tomou proporções trágicas por ter acontecido no Lago de Furnas, um ponto turístico, e ter atingido pelo menos quatro embarcações de pequeno porte.

Para entender melhor as causas e formas de prevenir tragédias como a ocorrida em Capitólio neste sábado, o Olhar Digital conversou com a geóloga e ex-membro da Defesa Civil da cidade de Santos, Mayra Macchi, que estuda deslizamentos de terra e já esteve em Capitólio estudando as rochas da região.

De acordo com Macchi, rochas estão sujeitas a ação gravitacional em diferentes escalas. “O paredão em questão tem em torno de 5 metros de altura e sua inclinação é praticamente vertical. Nesses casos os riscos de colapso das rochas são elevados mas dependem de seu grau de fraturamento”, explica a geóloga.

A pedra que se desprendeu em Capitólio tem como composição uma rocha conhecida como quartzito, que tem um alto grau de fraturamento. Quedas como essa são bastante comuns, mas, em geral, acontecem em lugares remotos, o que não acarreta o risco de perdas materiais ou de vidas humanas.

A região de Capitólio é conhecida dentro da geologia como local de estudo sobre rochas. Segundo Macchi, não é incomum que professores universitários levem os alunos à região para a realização de pesquisas de campo. Por conta disso, é provável que a área já estivesse mapeada e o risco de queda fosse conhecido.

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