
Nos últimos anos, cientistas de todo o mundo fizeram muitos avanços que aumentam a probabilidade de que a energia solar espacial (SSP) seja conquistada já durante a próxima década. Captar energia do Sol diretamente do espaço pode, finalmente, deixar de ser coisa de ficção científica.
De acordo com Leonard David, jornalista da área espacial há mais de cinco décadas, essa alternativa energética agora está ganhando novos olhares em todo o mundo. “Tecnólogos nos EUA e na China, especialistas no Japão e pesquisadores da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial do Reino Unido (UKSA) estão todos trabalhando para que a produção de energia solar baseada no espaço se torne realidade”, escreveu David em um artigo no site Space.
A noção de um satélite de energia solar foi detalhada e patenteada pelo pioneiro espacial dos EUA, Peter Glaser. Ele projetou uma maneira de coletar energia da luz do Sol e irradiá-la na forma de microondas que seriam captadas por antenas receptoras na Terra. Essas microondas poderiam então ser convertidas novamente em energia elétrica e fornecidas às redes de abastecimento.
Depois, em meados da década de 1970, experimentos de transmissão de energia por microondas na casa das dezenas de quilowatts foram conduzidos com sucesso no Complexo Goldstone de Comunicações do Espaço Profundo, na Califórnia, uma instalação do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
Embora seja uma ideia antiga, promissora e com diversos estudiosos empenhados na execução, o projeto enfrenta um problema clássico. Dinheiro, é claro. De acordo com John Mankins, presidente da Gerência de Soluções de Inovação Artemis, da Nasa, “dois dos maiores obstáculos para a realização da SSP sempre foram o custo de lançamento e o custo do hardware”.
“Some a taxa de voo e, de repente, você verá os números sempre comentados sobre satélites de energia solar”, disse Mankins.
Entre para comentar.