
Entre todos os gases de efeito estufa, o metano é o que produz mais aquecimento, além de ser o mais difícil de se decompor e de se manter fora da atmosfera. Não que a composição do gás natural seja quimicamente complexa – uma molécula de metano é apenas um átomo de carbono e quatro hidrogênios. Mas, essas ligações carbono-hidrogênio é que são difíceis de romper.
De acordo com o site Phys, normalmente, isso envolve altas temperaturas e a mistura de gás inflamável com oxigênio (para produzir gás de síntese para fazer metanol) e hidrogênio (para fazer amônia). Isso é caro e potencialmente explosivo. Outras reações de conversão não são muito eficientes e produzem o mais abundante dos gases do efeito estufa: o dióxido de carbono (CO2).
Existe, então, outra forma de usar metano e mantê-lo fora da atmosfera? Alguma que seja segura e eficiente e que ajude a combater as mudanças climáticas?
Yue Wu, professor associado de engenharia química e biológica na Universidade Estadual de Iowa, nos EUA, lidera um grupo de pesquisa que tem procurado maneiras de fazer tudo isso, ao longo de vários anos de falhas experimentais e descobertas. Agora, com o apoio de um grupo de colaboradores, eles encontraram e testaram uma tecnologia de catalisador que parece trazer as respostas.
“Os resultados forneceram uma solução potencial para esse desafio de longa data e representaram a melhor estabilidade, taxa de conversão e seletividade para converter metano em etano ou etileno, dois principais ingredientes da indústria petroquímica moderna”, diz o resumo do projeto.
Um artigo científico publicado recentemente na revista Nature Catalysis relata a descoberta. Wu e Yang Xiao, um engenheiro de pesquisa sênior da Faculdade Davidson de Engenharia Química da Universidade Purdue, em Indiana, são os autores correspondentes. Zhe Li, que obteve o título de doutor no estado de Iowa em 2019 e agora tem pós-doutorado na Universidade Johns Hopkins, em Maryland, é o primeiro autor.
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