
Xangai, a maior cidade da China, conhecida por suas celebrações iluminadas, vem emergindo também como um centro de inovação tecnológica. Cientistas e engenheiros locais estão impulsionando avanços em áreas como internet 6G e Inteligência Artificial. E em meio a tudo isso, uma startup em particular, chamada Energy Singularity, está perseguindo um objetivo audacioso: dominar a fusão nuclear.
Nos EUA, esse movimento é observado com preocupação. Especialistas temem que o país possa estar perdendo sua liderança no desenvolvimento de tecnologias de fusão nuclear, enquanto mais empresas chinesas entram na corrida e Pequim aumenta seus investimentos.
A fusão nuclear, o processo que ocorre no Sol, tem sido um grande desafio científico. Diversos países já conseguiram iniciar reações de fusão, mas manter de forma sustentável o verdadeiro “Santo Graal da energia limpa” ainda é um objetivo não alcançado.
Quando controlada, uma reação de fusão gera milhões de vezes mais energia do que os combustíveis fósseis e até quatro vezes mais do que a fissão nuclear, usada nas usinas nucleares atuais. Embora ainda não seja vista como uma solução de curto prazo para a crise climática, o potencial de longo prazo da fusão é imenso, e as nações estão cada vez mais dedicadas nesse sentido.
Investindo entre US$1 bilhão e US$1,5 bilhão por ano em pesquisa de fusão nuclear, a China está à frente, superando os US$800 milhões investidos pelos EUA sob o governo de Joe Biden.
Jean Paul Allain, chefe de Energia de Fusão no Departamento de Energia dos EUA, aponta que o que mais preocupa não é apenas o montante que a China está investindo, mas a rapidez com que o país asiático está avançando nessa área.
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